quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Capítulo 8 – Duvidas e preocupações

Faltou a aula, até sua mãe ficou preocupada, não brigou, deixou-a dormir, descansar, tentar encontrar sua paz.
Seus amigos ficaram preocupados, sentiram sua falta no caminho:
- Eu vou passar lá agora!
- Melhor não Pietro, se ela não veio teve um motivo, ela deve estar dormindo.
- Alan, não fala merda, a Sah nunca faltou sem motivo, faltar para ficar dormindo, Pe está certo, é melhor ele passar lá e ver como ela está.
- NÃO!
- O que você sabe que eu e a Jéh não sabemos Al?
- Err não importa, mas ela ta bem, só está cansada, está dormindo, não vamos atrapalhar, noticia ruim chega rápido Pe, vai dormir, depois pro teu cursinho que depois da aula eu passo lá e te ligo.
- Mas antes de ir darei uma passada lá, afinal é do lado de casa.
- Ah legal, o Pe vai passar antes de ir para o curso, o Al depois da escola, e eu vou trabalhar, não vou ter noticias e vou ficar preocupada, nossa super legais vocês dois.
- Jéh, relaxa, te manteremos informada gata!
- É pequena, vai pro seu trabalho que nós cuidaremos dela, afinal alguém tem q nos sustentar, fala ai maninho.
- Eu não vou falar é nada, depois desse olhar de “eu não sustento vagabundo” da Jéh, e outra, já bateu o sinal, vocês vão chegar atrasados, e vai ser difícil explicar, pois já estão na porta da escola.
- Ta, ta, vamos entrar Al, vocês já me estressaram, já vi que as aulas hoje não vão render, mas enfim...
Se despedem normalmente, Pietro não houve as advertências de Alan e passa na casa da nossa desiludida e eterna amante. Sua mãe abre a porta e diz para Pietro que ela não parece muito bem, que está meio triste, não que sair da cama e que agora esta a repousar.
- Triste? Mas a senhora sabe por quê?
- Eu? Ela não me dá nem bom dia, imagina se vai me contar o que está acontecendo, vivendo ou sentindo?
- É, eu sei que a relação entre vocês não é das melhores, mas às vezes colo de Mao é o único remédio.
- Colo de mãe? – abaixa a cabeça e diz com uma voz triste – não sei nem se ela ainda me considera sua mãe... Volte mais tarde, talvez ela já tenha levantado.
Fecha a porta sem se despedir, mas Pietro vê uma leve lágrima querendo correr por sua face. Volta para sua casa pensando no que pode ter aconteciso com sua irmãzinha, manda uma mensagem no celular do Al dizendo: “vc ta errado, ela ta mal, triste, vo lá antes do curso, e é bm vc me contar o q Sab. Abr maninho.”
- Puta, ela ta mal, aconteceu algo ontem à noite, ou não aconteceu.
- Como assim não aconteceu? O Pe passou lá? Falou com ela?
- Não sei, ele não explicou Jéh, só disse que ela ta triste. Eu irei lá assim que acabar essas malditas aulas.
- E vai me avisar de algum jeito, e fala para ela que assim que eu sair do trabalho passo lá. Agora fala não aconteceu o que?
- É que eu fui lá ontem lembra, e ela me contou uma coisa, que não queria que você soubesse, pois poderia se preocupar.
- Ah ótimo, agora alem de mal por ela estar triste, super preocupada com algo que eu não sei porque iria me preocupar, também estou brava por ela não ter me contado.
- Jéssica, se não quer prestar atenção pelo menos não grite chamando atenção dos outros alunos.
- Háhá, se fudeu, depois te explico, não to afim de ouvir sermão agora. Bom dia vou dormir.
- E eu sempre me fodo né?
- É!
- Há!
- E para de chorar ai. Presta atenção na aula para depois me explicar.
- Vai sonhando.
- Jéssica, terei que falar de novo?
- Desculpa professora.
Alan da uma risadinha típica do CORINGA, e Jéssica com raiva dele só olha de canto de olho, melhor não falar nada. No intervalo Al da um jeito de fugir das perguntas da Jéh, e na hora da saída a mesma coisa. Encontram Pe na porta da escola.
- O que você esta fazendo aqui maninho?
- Ela não me falo nada, apenas me abraço e começou a chorar, disse que não sabia se queria ficar sozinha, ou se já estava cansada de se sentir só.
- Ai que merda, minha amiga mal e minha mãe não para de me liga para ir trabalhar, que saco, de boa acho que nem vou.
- Vai trabalha sim Jéh, a Sah não ta nada bem, e não quer ninguém perto, ela disse algo do tipo “só preciso de um abraço, do abraço”!
- Ela por algum acaso especificou o tipo de abraço Pe?
- Como assim Al?
- Ah nada, é eu vou indo, depois falo com vocês.
- Não, Al, volta aqui, AAAALLLAAAN!
Alan sai correndo para a casa de Sah, sem explicar nada, nem dar tchau, simplesmente sai deixando seus outros dois amigos ainda mais angustiados. Mas sua cabeça esta muito bagunçada também, tem medo de sua maninha ter feito algo que iria ser arrepender, algo sem pensar e sem volta, não poderia deixa-la mais tempo sozinha, e sabia que os outros dois deveriam saber a verdade, por mais absurda que parecesse, eles também eram da família e mereciam saber, as vezes poderiam até ter uma idéia melhor ou um conselho mais cabível a situação que nem um dos dois místicos tenham visto.
Chega na casa dela, nem fala com a mãe, vai direto para o quarto, vê ela sentada, abraçada com seu travesseiro, fazendo carinho em seu gato, ela não consegue pronunciar uma palavra, só consegue olhar Al, que vem, senta na cama ao seu lado e a abraça, com seu carinho fraternal que nunca mais ninguém terá igual.
- O que aconteceu minha pequena?- Al, não sei, não sei nem se quero saber, mas não me larga, não me larga.

Um comentário:

Guto L. disse...

Você escreve super bem XD e acho que deveria continuar postando o que escreve... mesmo que as pessoas nao comentem... foda-se! XD o que importa é escrever... pq sei lá, escrever alivia, pelo menos pra mim ;D

Parabens =)

Beijos ;**