Faltou a aula, até sua mãe ficou preocupada, não brigou, deixou-a dormir, descansar, tentar encontrar sua paz.
Seus amigos ficaram preocupados, sentiram sua falta no caminho:
- Eu vou passar lá agora!
- Melhor não Pietro, se ela não veio teve um motivo, ela deve estar dormindo.
- Alan, não fala merda, a Sah nunca faltou sem motivo, faltar para ficar dormindo, Pe está certo, é melhor ele passar lá e ver como ela está.
- NÃO!
- O que você sabe que eu e a Jéh não sabemos Al?
- Err não importa, mas ela ta bem, só está cansada, está dormindo, não vamos atrapalhar, noticia ruim chega rápido Pe, vai dormir, depois pro teu cursinho que depois da aula eu passo lá e te ligo.
- Mas antes de ir darei uma passada lá, afinal é do lado de casa.
- Ah legal, o Pe vai passar antes de ir para o curso, o Al depois da escola, e eu vou trabalhar, não vou ter noticias e vou ficar preocupada, nossa super legais vocês dois.
- Jéh, relaxa, te manteremos informada gata!
- É pequena, vai pro seu trabalho que nós cuidaremos dela, afinal alguém tem q nos sustentar, fala ai maninho.
- Eu não vou falar é nada, depois desse olhar de “eu não sustento vagabundo” da Jéh, e outra, já bateu o sinal, vocês vão chegar atrasados, e vai ser difícil explicar, pois já estão na porta da escola.
- Ta, ta, vamos entrar Al, vocês já me estressaram, já vi que as aulas hoje não vão render, mas enfim...
Se despedem normalmente, Pietro não houve as advertências de Alan e passa na casa da nossa desiludida e eterna amante. Sua mãe abre a porta e diz para Pietro que ela não parece muito bem, que está meio triste, não que sair da cama e que agora esta a repousar.
- Triste? Mas a senhora sabe por quê?
- Eu? Ela não me dá nem bom dia, imagina se vai me contar o que está acontecendo, vivendo ou sentindo?
- É, eu sei que a relação entre vocês não é das melhores, mas às vezes colo de Mao é o único remédio.
- Colo de mãe? – abaixa a cabeça e diz com uma voz triste – não sei nem se ela ainda me considera sua mãe... Volte mais tarde, talvez ela já tenha levantado.
Fecha a porta sem se despedir, mas Pietro vê uma leve lágrima querendo correr por sua face. Volta para sua casa pensando no que pode ter aconteciso com sua irmãzinha, manda uma mensagem no celular do Al dizendo: “vc ta errado, ela ta mal, triste, vo lá antes do curso, e é bm vc me contar o q Sab. Abr maninho.”
- Puta, ela ta mal, aconteceu algo ontem à noite, ou não aconteceu.
- Como assim não aconteceu? O Pe passou lá? Falou com ela?
- Não sei, ele não explicou Jéh, só disse que ela ta triste. Eu irei lá assim que acabar essas malditas aulas.
- E vai me avisar de algum jeito, e fala para ela que assim que eu sair do trabalho passo lá. Agora fala não aconteceu o que?
- É que eu fui lá ontem lembra, e ela me contou uma coisa, que não queria que você soubesse, pois poderia se preocupar.
- Ah ótimo, agora alem de mal por ela estar triste, super preocupada com algo que eu não sei porque iria me preocupar, também estou brava por ela não ter me contado.
- Jéssica, se não quer prestar atenção pelo menos não grite chamando atenção dos outros alunos.
- Háhá, se fudeu, depois te explico, não to afim de ouvir sermão agora. Bom dia vou dormir.
- E eu sempre me fodo né?
- É!
- Há!
- E para de chorar ai. Presta atenção na aula para depois me explicar.
- Vai sonhando.
- Jéssica, terei que falar de novo?
- Desculpa professora.
Alan da uma risadinha típica do CORINGA, e Jéssica com raiva dele só olha de canto de olho, melhor não falar nada. No intervalo Al da um jeito de fugir das perguntas da Jéh, e na hora da saída a mesma coisa. Encontram Pe na porta da escola.
- O que você esta fazendo aqui maninho?
- Ela não me falo nada, apenas me abraço e começou a chorar, disse que não sabia se queria ficar sozinha, ou se já estava cansada de se sentir só.
- Ai que merda, minha amiga mal e minha mãe não para de me liga para ir trabalhar, que saco, de boa acho que nem vou.
- Vai trabalha sim Jéh, a Sah não ta nada bem, e não quer ninguém perto, ela disse algo do tipo “só preciso de um abraço, do abraço”!
- Ela por algum acaso especificou o tipo de abraço Pe?
- Como assim Al?
- Ah nada, é eu vou indo, depois falo com vocês.
- Não, Al, volta aqui, AAAALLLAAAN!
Alan sai correndo para a casa de Sah, sem explicar nada, nem dar tchau, simplesmente sai deixando seus outros dois amigos ainda mais angustiados. Mas sua cabeça esta muito bagunçada também, tem medo de sua maninha ter feito algo que iria ser arrepender, algo sem pensar e sem volta, não poderia deixa-la mais tempo sozinha, e sabia que os outros dois deveriam saber a verdade, por mais absurda que parecesse, eles também eram da família e mereciam saber, as vezes poderiam até ter uma idéia melhor ou um conselho mais cabível a situação que nem um dos dois místicos tenham visto.
Chega na casa dela, nem fala com a mãe, vai direto para o quarto, vê ela sentada, abraçada com seu travesseiro, fazendo carinho em seu gato, ela não consegue pronunciar uma palavra, só consegue olhar Al, que vem, senta na cama ao seu lado e a abraça, com seu carinho fraternal que nunca mais ninguém terá igual.
- O que aconteceu minha pequena?- Al, não sei, não sei nem se quero saber, mas não me larga, não me larga.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Capitulo 7 - À espera da verdade
Chega à margem do lago, olha o sol, já se pôs. Logo Raphael aparecerá. Senta-se a esperar, olha novamente ao horizonte, as horas passam. Ele virá! Sim ele virá. Encosta em uma arvore, ouve somente o barulho das águas calmas a seus pés. Uma leve brisa lhe da um arrepio. Olha para os lados, não tem ninguém. Pega um livro, se põe a ler, ou tenta, não entende uma palavra se quer, seus olhos apenas passeiam pelas frases embaralhadas em sua cabeça. Esta na verdade em outro lugar. Abaixa o livro olha em volta. Onde estará?
Ele disse que viria. Ele não mentiria para ela. Mas cadê? Porque demora tanto?
Sabe que é perigoso uma garota normal, uma simples mortal ficar sozinha essa hora. Ele não é burro, alias é um cavalheiro, não deveria se atrasar.
Ele logo chega. Sim, sim, tinha certeza, sentia em seu coração.
Não! Não sentia mais nada. Seu coração já estava frio, não queria nem mais bater, mas ainda tinha um fio de esperança.
Olha no relógio, folheia o livro, mexe na bolsa, ajeita o cabelo, guarda tudo, da uma volta pelo lago, olha a lua, olha pra baixo, brinca com pedrinhas, pega o celular e olha a hora de novo
“Ele deve estar chegando, ou será que se esqueceu? Não, ele esta vindo.”
Ele não estava vindo. Raphael não apareceu. Samantha esperou horas por aquele que perturbou seus sonhos. Mas era só nos sonhos. Ele não apareceu. Volta para casa, desiludida, cansada e preocupada. Tinha ainda lições que deixou de lado para ir de encontro com sua felicidade. Agora tinha certeza, vestibular, era a única coisa com que devia se preocupar agora.
Sentia-se uma tola “como fui acreditar, vampiros, morcegos falantes, só eu mesma para acreditar, iludida com um sonho, trouxa! ’
Mas ainda olhava para traz. Sua esperança não havia morrido, seu coração dizia que era real. Já estava cansada de ser confundida por ele, não dava mais ouvidos, quem ouve o coração são os poetas apaixonados ou músicos inspirados. Não ela, tinha com o que se preocupar, mais importante que paixões.
Voltou pensando em como falar para Alan que não tinha ninguém, ninguém apareceu, mandou noticias, ou avisou que não vinha. Na verdade não parava de pensar no rosto e na voz do vampiro. Tinha de ser real, ela não estava sonhando.
Oh duvidas que pairam, não somente sobre sua mente, mas mais do que nunca em seu coração. Os batimentos não eram mais compassados como antes, às vezes acelerados, ou não batiam. Só queria chegar em casa, não pensava em escola, ou na mãe, nem nos amigos, não pensava em nada deste mundo. Queria fugir com aquele que poderia lhe dar o abraço da morte. Lagrimas não escorreram pelo seu rosto, como se soubesse que foi tudo um mal entendido, mesmo sem poder esconder a dor que sentia e a magoa deixada, deitou. Adormeceu. Embalada em seus sonhos, confusos, acordava no meio da noite com barulhos, mas era apenas Camil, ouvia vozes, o vizinho brigando ou um bêbado na rua, só pensava em Raphael, tudo o lembrava, mesmo sem saber realmente quem era ele.
Amanheceu não queria sair da cama, nem se deu o trabalho de colocar o despertador. Sabia que seus amigos iriam sentir sua falta, e depois da escola passariam em sua casa, só se preocupou em mandar uma mensagem para Alan dizendo que estava em casa, poupou palavras e explicações, suas forças e vontades haviam sumido, só queria voltar a ver o belo sorriso do seu monstro encantado.
Ele disse que viria. Ele não mentiria para ela. Mas cadê? Porque demora tanto?
Sabe que é perigoso uma garota normal, uma simples mortal ficar sozinha essa hora. Ele não é burro, alias é um cavalheiro, não deveria se atrasar.
Ele logo chega. Sim, sim, tinha certeza, sentia em seu coração.
Não! Não sentia mais nada. Seu coração já estava frio, não queria nem mais bater, mas ainda tinha um fio de esperança.
Olha no relógio, folheia o livro, mexe na bolsa, ajeita o cabelo, guarda tudo, da uma volta pelo lago, olha a lua, olha pra baixo, brinca com pedrinhas, pega o celular e olha a hora de novo
“Ele deve estar chegando, ou será que se esqueceu? Não, ele esta vindo.”
Ele não estava vindo. Raphael não apareceu. Samantha esperou horas por aquele que perturbou seus sonhos. Mas era só nos sonhos. Ele não apareceu. Volta para casa, desiludida, cansada e preocupada. Tinha ainda lições que deixou de lado para ir de encontro com sua felicidade. Agora tinha certeza, vestibular, era a única coisa com que devia se preocupar agora.
Sentia-se uma tola “como fui acreditar, vampiros, morcegos falantes, só eu mesma para acreditar, iludida com um sonho, trouxa! ’
Mas ainda olhava para traz. Sua esperança não havia morrido, seu coração dizia que era real. Já estava cansada de ser confundida por ele, não dava mais ouvidos, quem ouve o coração são os poetas apaixonados ou músicos inspirados. Não ela, tinha com o que se preocupar, mais importante que paixões.
Voltou pensando em como falar para Alan que não tinha ninguém, ninguém apareceu, mandou noticias, ou avisou que não vinha. Na verdade não parava de pensar no rosto e na voz do vampiro. Tinha de ser real, ela não estava sonhando.
Oh duvidas que pairam, não somente sobre sua mente, mas mais do que nunca em seu coração. Os batimentos não eram mais compassados como antes, às vezes acelerados, ou não batiam. Só queria chegar em casa, não pensava em escola, ou na mãe, nem nos amigos, não pensava em nada deste mundo. Queria fugir com aquele que poderia lhe dar o abraço da morte. Lagrimas não escorreram pelo seu rosto, como se soubesse que foi tudo um mal entendido, mesmo sem poder esconder a dor que sentia e a magoa deixada, deitou. Adormeceu. Embalada em seus sonhos, confusos, acordava no meio da noite com barulhos, mas era apenas Camil, ouvia vozes, o vizinho brigando ou um bêbado na rua, só pensava em Raphael, tudo o lembrava, mesmo sem saber realmente quem era ele.
Amanheceu não queria sair da cama, nem se deu o trabalho de colocar o despertador. Sabia que seus amigos iriam sentir sua falta, e depois da escola passariam em sua casa, só se preocupou em mandar uma mensagem para Alan dizendo que estava em casa, poupou palavras e explicações, suas forças e vontades haviam sumido, só queria voltar a ver o belo sorriso do seu monstro encantado.
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