- Oh, ah, me perdoe – falava com voz tremula, e cambaleando, com a patinha na cabeça – eu não queria assustá-la, foi sem querer mesmo. Acabei me desconcentrando com sua beleza e... Porque foges de mim?
- Você ser um morcego falante, isso já é bem assustador.
- Um morcego? Não entendo do que esta falan... – olhou para baixo se analisando e continua meio encabulado – oh não, mais um erro, acho que comecei com o pé esquerdo, nunca que a conquistarei assim... hãn talvez assim melhore?
E aquele pequeno e desajeitado morcego se transforma em um homem, não um homem comum, mas um belo e jovem vampiro. Tinha os olhos negros como as terras de onde havia vindo, mas era um olhar infantil cheio de sonhos. Cabelos pretos assim como seus olhos, mas a pele era mais branca que a lua em seus dias de gloria. Alto com seus 1,87, apenas 19 anos mortais. Não era magro, não era gordo, tinha o porte de quem se exercitava e tinha hábitos saudáveis. Sua voz era mansa como uma ovelhinha que havia acabado de nascer. Seu sorriso era encantador, como de galã de novela, aquele sorriso malicioso e inocente ao mesmo tempo. Prata e preto eram as cores de suas vestes. Cintos e fivelas não eram mais apenas um acessório. Mas o que mais chamou atenção nele não foi os seus caninos, que para vampiros eram de tamanho normal, mas seu jeito de falar, muito mais educado do que os adolescentes dos tempos de hoje, mais formal e delicado. Aproximou-se dela com cautela e dando um beijo em sua mão continuou...
- Tão bela quanto à lua beijando o mar, Samantha, meu nome é Raphael...
- COMO VOCÊ SABE MEU NOME?!?!
Samantha em um grito assustado interrompeu Raphael, e este com um sorriso ironicamente apaixonado respondeu:
- Venho lhe observando há muito tempo e sei muito sobre você, mesmo sem nunca ter lhe tido, tenho um sentimento muito forte por ti, e depois dessa sua briga com sua mãe, achei que já era hora de aparecer e te ajudar de corpo presente.
- Espera, vem me vigiando há tempos?- Vigiando não, observando.
- Não sou um animal para ser estudada!
- Essa é uma de suas características que eu mais admiro, supera o medo e briga com vontade, defende o que acha certo, não abaixa a cabeça para ninguém, muito menos para o desconhecido.
- Não mude de assunto... Raphael?- Isso mesmo, Raphael, a seu dispor...
- SAMANTHA, amanha você tem aula, entre agora e vá dormir! A senhorita sabe que eu não vou ficar tirando ninguém da cama! – sua mãe grita lá de dentro.
- Que raiva, quem ouve pensa que ela quem me tira da cama, nunca precisei dela pra nada, sempre fui responsável, e minhas notas nunca foram abaixo de sete, não sei por que ela me inferniza tanto! Eu tenho realmente que entrar e...
Havia sumido!
Sem entender nada, vai para sua cama depois de mais alguns gritos de boa noite com sua mãe, mas não consegue dormir. Estava perdida em seus pensamentos, e naquele belo vampiro, homem, sonho, ilusão. Não sabia o que tinha acontecido. Seria apenas um sonho? Teria adormecido em baixo da arvore e somente acordara com os gritos de sua mãe? Mas que raiva de sua mãe, ele era tão lindo, tão perfeito, tão... Vampiro. Mas era apenas um sonho, somente ilusão, sim ilusão... Raphael...
- Amanhã, assim que o sol se por, no parque perto do lago, te encontrarei lá Samantha.
- Amanhã Raphael, sim, amanhã...
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Capitulo 4 – Mais uma noite de briga
Como disse no capitulo anterior Samantha já estava surtando com sua mãe. Paciência tem limite. E duas mulheres dentro de uma casa, sem macho, e com os hormônios borbulhando normalmente não da certo.
Depois de mais uma briga com sua mãe, Samantha surta, e vai para seu quintal com Camil no colo, apenas para olhar para a lua, e apreciar sua beleza.
Sai de casa e senta-se no chão acariciando seu gato, e lambia suas lagrimas que escorriam pelas bochechas. Perguntava-se porque aquilo, o que ela havia feito para sofrer tanto, era boa aluna, sempre foi boa filha, apesar de seu estilo, amava os animais, fazia tudo por seus amigos, era educada, mas por quê?
- Porque a vida me tirou minha Vó tão querida? Porque meu pai esta tão longe? Porque minha mãe não me entende? Porque não sei mais o que é amar? Porque coisas boas nunca acontecem comigo? – perguntava para a lua – O que eu fiz de errado? O que eu devo fazer para conseguir ser feliz? Para conseguir sorrir apenas mais uma vez?
- Você não fez nada de errado, mas a vida esta lhe pondo obstáculos para torná-la forte, você sabe que será recompensada Sah, você melhor do que ninguém sabe que sempre que algo acontece não é por acaso, e que nosso amigo DESTINO sempre nos reserva algo inesperado!
- O que você ta fazendo aqui Pietro? – exclama Samantha assustada, mas muito feliz em ver o amigo, e vizinho.
- Só tiveram as 2 primeiras aulas, depois foi uma palestra e eu vim embora, ai ouvi os gritos vindo da sua casa e vi você brigando com a lua...
- Não estava brigando... Apenas tentando entender, receber alguma resposta, algum sinal sei lá...
- E você acha mesmo que perguntando desse jeito, com raiva no coração, ela vai responder algo?
Pensativa, com o olhar baixo responde bem baixo:
- Não...
- Então meu bebê, agora vem aqui. – aconchegando Samantha em seu abraço continua – Eu estarei sempre ao seu lado, ano que vem vamos morar juntos, você esta estudando e tudo, só que cada dia que passa você e sua mãe brigam mais, isso é pior para as duas.
- Você acha que eu gosto de brigar com ela?- E você acha que ela gosta? – Samantha faz sinal de não com a cabeça e Pietro continua- Lógico que não, ela te ama, agora pega leve, mais três dias você entra de férias, e vai ficar pouco em casa, vamos sair curtir, aprontar, relaxar, então entra em casa, pede perdão a sua mãe, e vai para seu quarto dormir, que amanha cedo você tem aula, e a tarde não esquece que marco um rodízio de sushi comigo hein?!?!
Com um meio sorriso olha para Pietro e diz:
- Ta bom, eu peço perdão, mantenho mais a calma, o sushi ta marcado, mas não vou entrar agora não, quero ficar mais um pouco aqui olhando para a lua e viajando em meus pensamentos.
- Esta bem, só não se perde neles.
Ambos dão uma risada, e Pietro da um longo abraço em sua amiga e vai para casa, também tinha que acordar cedo no dia seguinte.
Deitada no gramado e olhando para a lua, estava longe, muito longe da realidade, até que algo a chama atenção, ela vê alguma coisa voando por cima dela e batendo na arvore no plantada no jardim, levanta receosa para ver o q é. Vê uma espécie de morcego caído, chega mais perto para ter certeza quando o morcego se levanta, dando dois ou três pacinhos para frente e pede desculpas por ter a assustado.
Depois de mais uma briga com sua mãe, Samantha surta, e vai para seu quintal com Camil no colo, apenas para olhar para a lua, e apreciar sua beleza.
Sai de casa e senta-se no chão acariciando seu gato, e lambia suas lagrimas que escorriam pelas bochechas. Perguntava-se porque aquilo, o que ela havia feito para sofrer tanto, era boa aluna, sempre foi boa filha, apesar de seu estilo, amava os animais, fazia tudo por seus amigos, era educada, mas por quê?
- Porque a vida me tirou minha Vó tão querida? Porque meu pai esta tão longe? Porque minha mãe não me entende? Porque não sei mais o que é amar? Porque coisas boas nunca acontecem comigo? – perguntava para a lua – O que eu fiz de errado? O que eu devo fazer para conseguir ser feliz? Para conseguir sorrir apenas mais uma vez?
- Você não fez nada de errado, mas a vida esta lhe pondo obstáculos para torná-la forte, você sabe que será recompensada Sah, você melhor do que ninguém sabe que sempre que algo acontece não é por acaso, e que nosso amigo DESTINO sempre nos reserva algo inesperado!
- O que você ta fazendo aqui Pietro? – exclama Samantha assustada, mas muito feliz em ver o amigo, e vizinho.
- Só tiveram as 2 primeiras aulas, depois foi uma palestra e eu vim embora, ai ouvi os gritos vindo da sua casa e vi você brigando com a lua...
- Não estava brigando... Apenas tentando entender, receber alguma resposta, algum sinal sei lá...
- E você acha mesmo que perguntando desse jeito, com raiva no coração, ela vai responder algo?
Pensativa, com o olhar baixo responde bem baixo:
- Não...
- Então meu bebê, agora vem aqui. – aconchegando Samantha em seu abraço continua – Eu estarei sempre ao seu lado, ano que vem vamos morar juntos, você esta estudando e tudo, só que cada dia que passa você e sua mãe brigam mais, isso é pior para as duas.
- Você acha que eu gosto de brigar com ela?- E você acha que ela gosta? – Samantha faz sinal de não com a cabeça e Pietro continua- Lógico que não, ela te ama, agora pega leve, mais três dias você entra de férias, e vai ficar pouco em casa, vamos sair curtir, aprontar, relaxar, então entra em casa, pede perdão a sua mãe, e vai para seu quarto dormir, que amanha cedo você tem aula, e a tarde não esquece que marco um rodízio de sushi comigo hein?!?!
Com um meio sorriso olha para Pietro e diz:
- Ta bom, eu peço perdão, mantenho mais a calma, o sushi ta marcado, mas não vou entrar agora não, quero ficar mais um pouco aqui olhando para a lua e viajando em meus pensamentos.
- Esta bem, só não se perde neles.
Ambos dão uma risada, e Pietro da um longo abraço em sua amiga e vai para casa, também tinha que acordar cedo no dia seguinte.
Deitada no gramado e olhando para a lua, estava longe, muito longe da realidade, até que algo a chama atenção, ela vê alguma coisa voando por cima dela e batendo na arvore no plantada no jardim, levanta receosa para ver o q é. Vê uma espécie de morcego caído, chega mais perto para ter certeza quando o morcego se levanta, dando dois ou três pacinhos para frente e pede desculpas por ter a assustado.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Capitulo 3 – A Tortura
Já não agüentava mais as broncas de sua mãe, por tudo ela reclamava, nunca nada estava bom. Ou era a casa que estava com cheiro de gato, ou era o quarto bagunçado, ou o banheiro desarrumado assim que saia do banho. Sua mãe nunca via realmente o que ela fazia ou o quanto se esforçava. A mãe chamava de vagabunda para baixo, gritava com ela :
- Você não faz nada nesta casa, eu tenho que dar duro para por dinheiro nessa porra, e você não tem consideração por nada, só se preocupa com você mesma, nem pra passa um pano na casa você presta.
- Mas mãe, eu passei pano em tudo ontem, a senhora viu que até cera no meu quarto eu passei, e outra mãe, não deu tempo, amanha tenho prova, estava estudando...
- No mínimo estuda você tem não é você não faz nada, não trabalha, não tem preocupações, só precisa estudar, quem vê você choramingando pelos cantos pensa que é muito difícil tirar nota, eu não, eu na sua idade trabalhava de manha e a tarde, voltava pra casa e arrumava-a inteira, pra depois ir para a faculdade estudar, virava noites fazendo trabalho, hoje vocês entram ali no computador, nem lêem o que estão entregando.
- A maioria sim, mas você sabe que eu não, que eu tenho um objetivo, que eu quero passar no vestibular, alias não vejo a hora de fazer logo essa prova e me mudar daqui, ir morar sozinha, em uma republica tanto faz, mas longe de tudo, longe desses stress, e principalmente longe de você.
- Eu ainda não entendo porque você não foi morar com teu pai, não é tarde ainda, que o Camil fica.
- Eu só não fui exatamente por isso, ele não tinha casa ainda, e não tinha como eu levar Camil, que me respeita mais do que você, as vezes eu acho que você ama ele mais do que a mim, sua própria filha, como eu queria que você fosse mãe mesmo, e não apenas minha progenitora.
- Cala a boca antes de falar assim comigo, você não sabe a metade das coisas que eu passei por você, as brigas que eu tive com teu pai.
- Pra ele ficar comigo né, mamãe?
- AAHH, você me deixa louca, vai já pro seu quarto, some da minha frente, não quero ver sua cara, não quero ouvir sua voz SOMEEE!- Se eu pudesse você nunca mais me veria mesmo... Vem Camil.
Um dialogo normal entre mãe e filha. Não, não é tão normal assim, mas Samantha já estava acostumada, era sempre assim, normalmente a noite enquanto sua mãe estava em casa, ela estava no quintal, ou na casa de alguém, ou no frio, muitas vezes trancada em seu quarto presa em seus pensamentos. Ela havia sido sincera, na época que seu pai se mudou para o exterior, só não o acompanhou porque Camil não poderia ir, e ele havia sido dado por sua Vó, já falecida, era a única coisa q mantinha Samantha em si, calma e centrada durante as brigas com a mãe.
Já pensou e fez planos varias vezes de fugir, mas para onde ir? Onde ficar? Como se sustentar? E seu gato? Sempre que pensava nisso, ou comentava com os amigos falavam “Calma Sah, é seu ultimo ano, já esta acabando, ano que vem vida nova, casa nova, e vamos morar os 4 juntos, não esquenta, mãe é mãe, ela pode brigar e tudo, mas ela se preocupa contigo, não quer que você seja apenas mais uma, e sim a melhor...”
Ela tentava ser a melhor, mas nunca estava bom, já estava cansada de tudo. Ai como ela queria que algo de maravilhoso ocorre-se e ela deixasse de ser só mais uma...
- Você não faz nada nesta casa, eu tenho que dar duro para por dinheiro nessa porra, e você não tem consideração por nada, só se preocupa com você mesma, nem pra passa um pano na casa você presta.
- Mas mãe, eu passei pano em tudo ontem, a senhora viu que até cera no meu quarto eu passei, e outra mãe, não deu tempo, amanha tenho prova, estava estudando...
- No mínimo estuda você tem não é você não faz nada, não trabalha, não tem preocupações, só precisa estudar, quem vê você choramingando pelos cantos pensa que é muito difícil tirar nota, eu não, eu na sua idade trabalhava de manha e a tarde, voltava pra casa e arrumava-a inteira, pra depois ir para a faculdade estudar, virava noites fazendo trabalho, hoje vocês entram ali no computador, nem lêem o que estão entregando.
- A maioria sim, mas você sabe que eu não, que eu tenho um objetivo, que eu quero passar no vestibular, alias não vejo a hora de fazer logo essa prova e me mudar daqui, ir morar sozinha, em uma republica tanto faz, mas longe de tudo, longe desses stress, e principalmente longe de você.
- Eu ainda não entendo porque você não foi morar com teu pai, não é tarde ainda, que o Camil fica.
- Eu só não fui exatamente por isso, ele não tinha casa ainda, e não tinha como eu levar Camil, que me respeita mais do que você, as vezes eu acho que você ama ele mais do que a mim, sua própria filha, como eu queria que você fosse mãe mesmo, e não apenas minha progenitora.
- Cala a boca antes de falar assim comigo, você não sabe a metade das coisas que eu passei por você, as brigas que eu tive com teu pai.
- Pra ele ficar comigo né, mamãe?
- AAHH, você me deixa louca, vai já pro seu quarto, some da minha frente, não quero ver sua cara, não quero ouvir sua voz SOMEEE!- Se eu pudesse você nunca mais me veria mesmo... Vem Camil.
Um dialogo normal entre mãe e filha. Não, não é tão normal assim, mas Samantha já estava acostumada, era sempre assim, normalmente a noite enquanto sua mãe estava em casa, ela estava no quintal, ou na casa de alguém, ou no frio, muitas vezes trancada em seu quarto presa em seus pensamentos. Ela havia sido sincera, na época que seu pai se mudou para o exterior, só não o acompanhou porque Camil não poderia ir, e ele havia sido dado por sua Vó, já falecida, era a única coisa q mantinha Samantha em si, calma e centrada durante as brigas com a mãe.
Já pensou e fez planos varias vezes de fugir, mas para onde ir? Onde ficar? Como se sustentar? E seu gato? Sempre que pensava nisso, ou comentava com os amigos falavam “Calma Sah, é seu ultimo ano, já esta acabando, ano que vem vida nova, casa nova, e vamos morar os 4 juntos, não esquenta, mãe é mãe, ela pode brigar e tudo, mas ela se preocupa contigo, não quer que você seja apenas mais uma, e sim a melhor...”
Ela tentava ser a melhor, mas nunca estava bom, já estava cansada de tudo. Ai como ela queria que algo de maravilhoso ocorre-se e ela deixasse de ser só mais uma...
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