Chega à margem do lago, olha o sol, já se pôs. Logo Raphael aparecerá. Senta-se a esperar, olha novamente ao horizonte, as horas passam. Ele virá! Sim ele virá. Encosta em uma arvore, ouve somente o barulho das águas calmas a seus pés. Uma leve brisa lhe da um arrepio. Olha para os lados, não tem ninguém. Pega um livro, se põe a ler, ou tenta, não entende uma palavra se quer, seus olhos apenas passeiam pelas frases embaralhadas em sua cabeça. Esta na verdade em outro lugar. Abaixa o livro olha em volta. Onde estará?
Ele disse que viria. Ele não mentiria para ela. Mas cadê? Porque demora tanto?
Sabe que é perigoso uma garota normal, uma simples mortal ficar sozinha essa hora. Ele não é burro, alias é um cavalheiro, não deveria se atrasar.
Ele logo chega. Sim, sim, tinha certeza, sentia em seu coração.
Não! Não sentia mais nada. Seu coração já estava frio, não queria nem mais bater, mas ainda tinha um fio de esperança.
Olha no relógio, folheia o livro, mexe na bolsa, ajeita o cabelo, guarda tudo, da uma volta pelo lago, olha a lua, olha pra baixo, brinca com pedrinhas, pega o celular e olha a hora de novo
“Ele deve estar chegando, ou será que se esqueceu? Não, ele esta vindo.”
Ele não estava vindo. Raphael não apareceu. Samantha esperou horas por aquele que perturbou seus sonhos. Mas era só nos sonhos. Ele não apareceu. Volta para casa, desiludida, cansada e preocupada. Tinha ainda lições que deixou de lado para ir de encontro com sua felicidade. Agora tinha certeza, vestibular, era a única coisa com que devia se preocupar agora.
Sentia-se uma tola “como fui acreditar, vampiros, morcegos falantes, só eu mesma para acreditar, iludida com um sonho, trouxa! ’
Mas ainda olhava para traz. Sua esperança não havia morrido, seu coração dizia que era real. Já estava cansada de ser confundida por ele, não dava mais ouvidos, quem ouve o coração são os poetas apaixonados ou músicos inspirados. Não ela, tinha com o que se preocupar, mais importante que paixões.
Voltou pensando em como falar para Alan que não tinha ninguém, ninguém apareceu, mandou noticias, ou avisou que não vinha. Na verdade não parava de pensar no rosto e na voz do vampiro. Tinha de ser real, ela não estava sonhando.
Oh duvidas que pairam, não somente sobre sua mente, mas mais do que nunca em seu coração. Os batimentos não eram mais compassados como antes, às vezes acelerados, ou não batiam. Só queria chegar em casa, não pensava em escola, ou na mãe, nem nos amigos, não pensava em nada deste mundo. Queria fugir com aquele que poderia lhe dar o abraço da morte. Lagrimas não escorreram pelo seu rosto, como se soubesse que foi tudo um mal entendido, mesmo sem poder esconder a dor que sentia e a magoa deixada, deitou. Adormeceu. Embalada em seus sonhos, confusos, acordava no meio da noite com barulhos, mas era apenas Camil, ouvia vozes, o vizinho brigando ou um bêbado na rua, só pensava em Raphael, tudo o lembrava, mesmo sem saber realmente quem era ele.
Amanheceu não queria sair da cama, nem se deu o trabalho de colocar o despertador. Sabia que seus amigos iriam sentir sua falta, e depois da escola passariam em sua casa, só se preocupou em mandar uma mensagem para Alan dizendo que estava em casa, poupou palavras e explicações, suas forças e vontades haviam sumido, só queria voltar a ver o belo sorriso do seu monstro encantado.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Uhulll a primeiraa...
o/
Nhayyy meooo
q fdp!
aff q raivaa...
¬¬'
Postar um comentário