terça-feira, 4 de novembro de 2008

Capítulo 6 – Quem acreditará?

Toca o despertador, Samantha levanta, se arruma, vai para a escola sem olhar na cara de sua mãe. Mas ela não esta normal, seus amigos percebem que ela esta meio pensativa, quieta, o que não era de seu costume.
- S ah, o que você tem? Aconteceu alguma coisa ontem, depois que fui embora de sua casa?
- Ahn? Ah, não Pietro, nada não, não precisa se preocupar não...
- Sah, não minta para nos, te conhecemos e você não ta normal. – afirma Jéh
- Não Jéh relaxa, eu to normal, só pensando em umas coisas, mas nada de mais, não precisa se preocupar.
- Você quieta, pensativa, com esse sorriso de mentira, te conheço a muito tempo para cair nessa. – vez de Alan falar algo.
- Ta bom, ta bom, vocês ganharam. Na verdade estou pensando em um sonho. Isso se foi um sonho, não sei bem o que aconteceu ontem, não sei explicar, deve ser coisa de minha cabeça mesmo, acho que adormeci no quintal e... aahh é besteira, só um sonho .
- Sonho, só um sonho?
- É Pietro, só um sonho, e já bateu o sinal, melhor a gente entrar, melhor não chegarmos atrasados, e você tem cursinho Pi.
Todos se despedem e Sah vai andando na frente, entra na sala e se senta sem falar com ninguém, ela estava longe, somente de corpo presente.
- Sah, bateu o sinal, intervalo agora.
- Alan, falou comigo? Desculpa estava pensando em outra coisa.
- Você esta o dia inteiro pensando em outra coisa. E quando você vai falar o que é.
- Não sei Jéh, é difícil contar o que nem você sabe se é real.
- Como assim Samantha, para e explica. – continua Jéh.
- Estou com uma fome, vocês não?
- Ela esta muito estranha Alan...
- NAAOOO, e você descobriu isso sozinha ou ela deu umas dicas como não falar conosco, não prestar atenção nas aulas, estar pensativa, não nos esperar e cantarolar olhando para o nada?
- ALAN, você me entendeu, foi só um comentário, estou preocupada.
- Não se preocupe Jéh depois da aula eu vou pra casa dela e falo com ela a sós e arranco tudo daquela cabecinha. Deixe comigo, depois te conto tudo.
E as três últimas aulas seguem do mesmo modo, Samantha no mundo da lua, Jeh preocupada e Alan pensando em como abordar a nossa sonhadora.
Bate o sinal, Jéh sai correndo pois tem q trabalhar, e Alan abraça Sah...
- Fala meu panda...
- Acho que agora é uma boa hora para perguntar novamente e você me responde sinceramente.
- Pergunta sobre?
- Não se faça de sonsa Sah, você sabe muito bem, você esta estranha, pensativa, não conversa com a gente, o q houve?
- Ai ta bom, eu te conto... Ontem, não sei se sonhei se aconteceu, mas como eu queria que fosse real, um vampiro, o Raphael...
- PARA TUDO. Um o que?
- Falei que ninguém ia acreditar...
- Eu não disse que não acredito, mas um vampiro, muito estranho não?
- Eu disse que não sei se é real, se é um sonho, uma fuga desse mundo, mas sei lá Alan, fui tudo tão bom, tão real, tão perfeito!
- Assim você me deixa preocupado... Acho que ainda sei o telefone daquele hospício!
-ALAN!
-Brincadeirinha, brincadeirinha, minha pequena vem aqui, conta mais sobre esse Raphael.
- Então, ele é lindo, ele é educado, ele é romântico, ele é sincero...
-Ai não fala mais que eu me apaixono!
-*risos* Só você mesmo para me fazer rir. Pelo que eu entendi vamos nos encontrar hoje de novo, eu estou muito ansiosa.
- E vai se encontrar onde?
- No parque, as... Espera você não vai lá me vigiar, e nem mandar ninguém, não quero que ninguém saiba, a Jéh vai ficar preocupada de “quem é esse Raphael?” e o Pietro “affe você esta ficando louca, um vampiro, só pode ser sonho, para com esses seus joguinhos, já esta te afetando.”
- Tá bom, eu te entendo, não vou contar a ninguém.
- E também não vai lá me espionar!
- Você também não me deixa fazer nada, sem graça.
A caminho de casa ela explica toda a historia para ele, detalhes, palavras, suspiros, pensamentos, tudo o que sentiu na hora. Ele para, e faz uma cara de pensativo, tentando achar palavras para explicar, ou melhor, para entender realmente o que havia acabado de ouvir.
- É uma historia no mínimo muito interessante, mas estranha, sinceramente minha pequena é muito difícil de acreditar.
-Eu sei Alan, eu sei, nem eu mesma acredito ainda, mas meu coração diz que é verdade, e que eu devo ir até o lago, sabe tipo quando você não sabe como, mas você sabe.
- Entendo bom meu bebe, se seu coração diz, ouça-o, vá de encontro com seu destino, mas saiba que eu estarei por perto.
- Você sempre esta perto de mim meu pandinha mais lindinho.
- Não fode minha pequena, pandinha lindinho já é mais que exagero.
- Eu sei, foi só para descontar o hospício.
- Ta bom ta bom, esta desculpada.
-Ah, eu desculpada, ta se achando só porque é maior que eu.
- E quem não é maior que você?
- A Jéh!
- Ela tem a sua altura.
- Não quando eu ponho salto.
- É ai não. Bom eu já vou para a minha casa, se precisar me liga, vai até o lago sim, fica sossegada que não contarei a ninguém, mas tome cuidado!
- Pode deixar maninho, eu vou tomar cuidado, mas de verdade, mesmo sendo tudo um sonho, e eu acorde, foi bom viver esse conto de fadas.
- É!
Despedem-se como de costume, ela entra em casa, vai direto para seu quarto escolher sua melhor roupa, um vestido com meia-arrastão, um sobretudo comprido, bota estilo coturno, luvas e muito lápis preto. Fica horas se arrumando, muda uma coisa aqui, tira o lápis dali troca três vezes de vestido. Esquece suas responsabilidades como arrumar seu quarto, lavar a louça, fazer suas lições. Perde totalmente a noção de hora pensando no seu sonho real. Olha para o horizonte e vê o sol se pondo, já esta atrasada, pega sua bolsa com celular documento e algum dinheiro e sai correndo, somente com um aviso de que não sabe que horas volta.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Capitulo 5 – Não entendia mais nada

- Oh, ah, me perdoe – falava com voz tremula, e cambaleando, com a patinha na cabeça – eu não queria assustá-la, foi sem querer mesmo. Acabei me desconcentrando com sua beleza e... Porque foges de mim?
- Você ser um morcego falante, isso já é bem assustador.
- Um morcego? Não entendo do que esta falan... – olhou para baixo se analisando e continua meio encabulado – oh não, mais um erro, acho que comecei com o pé esquerdo, nunca que a conquistarei assim... hãn talvez assim melhore?
E aquele pequeno e desajeitado morcego se transforma em um homem, não um homem comum, mas um belo e jovem vampiro. Tinha os olhos negros como as terras de onde havia vindo, mas era um olhar infantil cheio de sonhos. Cabelos pretos assim como seus olhos, mas a pele era mais branca que a lua em seus dias de gloria. Alto com seus 1,87, apenas 19 anos mortais. Não era magro, não era gordo, tinha o porte de quem se exercitava e tinha hábitos saudáveis. Sua voz era mansa como uma ovelhinha que havia acabado de nascer. Seu sorriso era encantador, como de galã de novela, aquele sorriso malicioso e inocente ao mesmo tempo. Prata e preto eram as cores de suas vestes. Cintos e fivelas não eram mais apenas um acessório. Mas o que mais chamou atenção nele não foi os seus caninos, que para vampiros eram de tamanho normal, mas seu jeito de falar, muito mais educado do que os adolescentes dos tempos de hoje, mais formal e delicado. Aproximou-se dela com cautela e dando um beijo em sua mão continuou...
- Tão bela quanto à lua beijando o mar, Samantha, meu nome é Raphael...
- COMO VOCÊ SABE MEU NOME?!?!
Samantha em um grito assustado interrompeu Raphael, e este com um sorriso ironicamente apaixonado respondeu:
- Venho lhe observando há muito tempo e sei muito sobre você, mesmo sem nunca ter lhe tido, tenho um sentimento muito forte por ti, e depois dessa sua briga com sua mãe, achei que já era hora de aparecer e te ajudar de corpo presente.
- Espera, vem me vigiando há tempos?- Vigiando não, observando.
- Não sou um animal para ser estudada!
- Essa é uma de suas características que eu mais admiro, supera o medo e briga com vontade, defende o que acha certo, não abaixa a cabeça para ninguém, muito menos para o desconhecido.
- Não mude de assunto... Raphael?- Isso mesmo, Raphael, a seu dispor...
- SAMANTHA, amanha você tem aula, entre agora e vá dormir! A senhorita sabe que eu não vou ficar tirando ninguém da cama! – sua mãe grita lá de dentro.
- Que raiva, quem ouve pensa que ela quem me tira da cama, nunca precisei dela pra nada, sempre fui responsável, e minhas notas nunca foram abaixo de sete, não sei por que ela me inferniza tanto! Eu tenho realmente que entrar e...
Havia sumido!
Sem entender nada, vai para sua cama depois de mais alguns gritos de boa noite com sua mãe, mas não consegue dormir. Estava perdida em seus pensamentos, e naquele belo vampiro, homem, sonho, ilusão. Não sabia o que tinha acontecido. Seria apenas um sonho? Teria adormecido em baixo da arvore e somente acordara com os gritos de sua mãe? Mas que raiva de sua mãe, ele era tão lindo, tão perfeito, tão... Vampiro. Mas era apenas um sonho, somente ilusão, sim ilusão... Raphael...
- Amanhã, assim que o sol se por, no parque perto do lago, te encontrarei lá Samantha.
- Amanhã Raphael, sim, amanhã...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Capitulo 4 – Mais uma noite de briga

Como disse no capitulo anterior Samantha já estava surtando com sua mãe. Paciência tem limite. E duas mulheres dentro de uma casa, sem macho, e com os hormônios borbulhando normalmente não da certo.
Depois de mais uma briga com sua mãe, Samantha surta, e vai para seu quintal com Camil no colo, apenas para olhar para a lua, e apreciar sua beleza.
Sai de casa e senta-se no chão acariciando seu gato, e lambia suas lagrimas que escorriam pelas bochechas. Perguntava-se porque aquilo, o que ela havia feito para sofrer tanto, era boa aluna, sempre foi boa filha, apesar de seu estilo, amava os animais, fazia tudo por seus amigos, era educada, mas por quê?
- Porque a vida me tirou minha Vó tão querida? Porque meu pai esta tão longe? Porque minha mãe não me entende? Porque não sei mais o que é amar? Porque coisas boas nunca acontecem comigo? – perguntava para a lua – O que eu fiz de errado? O que eu devo fazer para conseguir ser feliz? Para conseguir sorrir apenas mais uma vez?
- Você não fez nada de errado, mas a vida esta lhe pondo obstáculos para torná-la forte, você sabe que será recompensada Sah, você melhor do que ninguém sabe que sempre que algo acontece não é por acaso, e que nosso amigo DESTINO sempre nos reserva algo inesperado!
- O que você ta fazendo aqui Pietro? – exclama Samantha assustada, mas muito feliz em ver o amigo, e vizinho.
- Só tiveram as 2 primeiras aulas, depois foi uma palestra e eu vim embora, ai ouvi os gritos vindo da sua casa e vi você brigando com a lua...
- Não estava brigando... Apenas tentando entender, receber alguma resposta, algum sinal sei lá...
- E você acha mesmo que perguntando desse jeito, com raiva no coração, ela vai responder algo?
Pensativa, com o olhar baixo responde bem baixo:
- Não...
- Então meu bebê, agora vem aqui. – aconchegando Samantha em seu abraço continua – Eu estarei sempre ao seu lado, ano que vem vamos morar juntos, você esta estudando e tudo, só que cada dia que passa você e sua mãe brigam mais, isso é pior para as duas.
- Você acha que eu gosto de brigar com ela?- E você acha que ela gosta? – Samantha faz sinal de não com a cabeça e Pietro continua- Lógico que não, ela te ama, agora pega leve, mais três dias você entra de férias, e vai ficar pouco em casa, vamos sair curtir, aprontar, relaxar, então entra em casa, pede perdão a sua mãe, e vai para seu quarto dormir, que amanha cedo você tem aula, e a tarde não esquece que marco um rodízio de sushi comigo hein?!?!
Com um meio sorriso olha para Pietro e diz:
- Ta bom, eu peço perdão, mantenho mais a calma, o sushi ta marcado, mas não vou entrar agora não, quero ficar mais um pouco aqui olhando para a lua e viajando em meus pensamentos.
- Esta bem, só não se perde neles.
Ambos dão uma risada, e Pietro da um longo abraço em sua amiga e vai para casa, também tinha que acordar cedo no dia seguinte.
Deitada no gramado e olhando para a lua, estava longe, muito longe da realidade, até que algo a chama atenção, ela vê alguma coisa voando por cima dela e batendo na arvore no plantada no jardim, levanta receosa para ver o q é. Vê uma espécie de morcego caído, chega mais perto para ter certeza quando o morcego se levanta, dando dois ou três pacinhos para frente e pede desculpas por ter a assustado.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Capitulo 3 – A Tortura

Já não agüentava mais as broncas de sua mãe, por tudo ela reclamava, nunca nada estava bom. Ou era a casa que estava com cheiro de gato, ou era o quarto bagunçado, ou o banheiro desarrumado assim que saia do banho. Sua mãe nunca via realmente o que ela fazia ou o quanto se esforçava. A mãe chamava de vagabunda para baixo, gritava com ela :
- Você não faz nada nesta casa, eu tenho que dar duro para por dinheiro nessa porra, e você não tem consideração por nada, só se preocupa com você mesma, nem pra passa um pano na casa você presta.
- Mas mãe, eu passei pano em tudo ontem, a senhora viu que até cera no meu quarto eu passei, e outra mãe, não deu tempo, amanha tenho prova, estava estudando...
- No mínimo estuda você tem não é você não faz nada, não trabalha, não tem preocupações, só precisa estudar, quem vê você choramingando pelos cantos pensa que é muito difícil tirar nota, eu não, eu na sua idade trabalhava de manha e a tarde, voltava pra casa e arrumava-a inteira, pra depois ir para a faculdade estudar, virava noites fazendo trabalho, hoje vocês entram ali no computador, nem lêem o que estão entregando.
- A maioria sim, mas você sabe que eu não, que eu tenho um objetivo, que eu quero passar no vestibular, alias não vejo a hora de fazer logo essa prova e me mudar daqui, ir morar sozinha, em uma republica tanto faz, mas longe de tudo, longe desses stress, e principalmente longe de você.
- Eu ainda não entendo porque você não foi morar com teu pai, não é tarde ainda, que o Camil fica.
- Eu só não fui exatamente por isso, ele não tinha casa ainda, e não tinha como eu levar Camil, que me respeita mais do que você, as vezes eu acho que você ama ele mais do que a mim, sua própria filha, como eu queria que você fosse mãe mesmo, e não apenas minha progenitora.
- Cala a boca antes de falar assim comigo, você não sabe a metade das coisas que eu passei por você, as brigas que eu tive com teu pai.
- Pra ele ficar comigo né, mamãe?
- AAHH, você me deixa louca, vai já pro seu quarto, some da minha frente, não quero ver sua cara, não quero ouvir sua voz SOMEEE!- Se eu pudesse você nunca mais me veria mesmo... Vem Camil.
Um dialogo normal entre mãe e filha. Não, não é tão normal assim, mas Samantha já estava acostumada, era sempre assim, normalmente a noite enquanto sua mãe estava em casa, ela estava no quintal, ou na casa de alguém, ou no frio, muitas vezes trancada em seu quarto presa em seus pensamentos. Ela havia sido sincera, na época que seu pai se mudou para o exterior, só não o acompanhou porque Camil não poderia ir, e ele havia sido dado por sua Vó, já falecida, era a única coisa q mantinha Samantha em si, calma e centrada durante as brigas com a mãe.
Já pensou e fez planos varias vezes de fugir, mas para onde ir? Onde ficar? Como se sustentar? E seu gato? Sempre que pensava nisso, ou comentava com os amigos falavam “Calma Sah, é seu ultimo ano, já esta acabando, ano que vem vida nova, casa nova, e vamos morar os 4 juntos, não esquenta, mãe é mãe, ela pode brigar e tudo, mas ela se preocupa contigo, não quer que você seja apenas mais uma, e sim a melhor...”
Ela tentava ser a melhor, mas nunca estava bom, já estava cansada de tudo. Ai como ela queria que algo de maravilhoso ocorre-se e ela deixasse de ser só mais uma...

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Capítulo 2 – Rotina de um Vestibulando

Acordar cedo, se arrumar, comer alguma coisa e sai correndo. Passar horas sentada em uma carteira, estudando e fazendo lição, sem contar as provas e simulados. Ir para casa, preparar o almoço, da comida para o Camil, lavar a louça, arrumar a casa, se trocar, ir para a academia, malhar. Tomar banho, estudar, fazer a janta, comer junto de sua mãe, tentar conversar alguma coisa com ela, e finalmente ter um tempo para si mesma.
Essa era a rotina d Samantha, nada muito diferente de um adolescente normal, fora o stress que passava. Todos que prestaram vestibular, ou estão no ano d prestar sabem, não é fácil. A pressão dos pais, dos professores, seu próprio orgulho e seus sonhos, tudo em cima de uma pessoa e uma prova. É não é fácil!
Às vezes tinha vontade de sumir, e nessas horas ela ia para sua “terra do nunca” pegava um livro e começava a ler, ela passava dessa dimensão e entrava na historia, virava a personagem, chorava junto, gritava nos sustos, era a hora que conseguia fugir de tudo que passava e descansava sua mente um pouco.
Nos fins de semana, saia com seus amigos. Alan, Jessica e Pietro, eram seus melhores amigos. Sim havia muitos outros que ela considerava mais que a própria vida, mas no momento eram quem iriam seguir junto a ela nessa sua nova faze. Jessica estudava com ela na escola, na mesma sala por sinal, 17 anos também, só que ela trabalhava alem de estudar. Alan era o irmão urso, melhor conselheiro, confidente, e tinha os mesmos gostos. Pietro era mais velho que os 3, já com 19 anos, trabalhava e tinha carro, mas era um bebê grande, carinhoso ao extremo, e super protetor.
Sempre que saiam, estavam juntos, não importa se iam para um show, ou passar a tarde na casa de alguém, o importante era estarem sempre juntos. Era uma família mesmo, nada mudava o que sentiam um pelo outro, ninguém poderia ser capaz de quebrar a corrente que os ligava. Se mexerem com um, mexem com todos, eu invejo o modo de como um trata o outro, como se olham, como riem, como cuidam.
Jessica estava em uma pequena crise com o namorado, se termina se continua... Alan acabou de terminar um namoro, mas já esta com outra garota, ele faz o tipo coração mole, se apaixona fácil. Pietro estava também com uma garota, mas nada serio, depois de muitos namoros, cansou dessa vida de amor, paixão, ilusão e sofrimento, estava apenas curtindo a vida.
Um beijo aqui, uma lagrima ali, mas quando estavam reunidos não existia a palavra sofrimento. Eles aprenderam a não largar os amigos por um amor, pois amizade é pra sempre. E amigos são como as estrelas, nem sempre as vemos, mas sabemos que estão sempre lá.
O que faziam, para onde iam, normalmente ficava só entre os quatro. Segredos eram bem guardados, a confiança era alta, níveis superiores as amizades que vemos em escolar, trabalho, e outros grupos.
Porque estou falando tudo isso? Porque pelo que Samantha ira passar não será fácil, nem normal, e somente amigos de verdade poderiam ajudá-la a superar as dificuldades, e estariam com ela apesar de tudo, até mesmo do que ela é.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Capítulo 1 - Apenas uma vida simples


Samantha, uma garota tranqüila, simples, nada de especial... Apenas 17 anos, prestes a prestar vestibular. Sua única preocupação era a faculdade, estudava sem parar. Morava com sua mãe, e seu gato Camil.
Tinha suas responsabilidades de escola, mãe pegando no pé pelas notas, para arrumar a casa, levar o gato no veterinário... Seu pai ela quase não via, morava no exterior, só conversava pelo MSN, e via pela webcam, sua mãe sempre muito ocupada no trabalho para conseguir sustentar a casa, não eram muito amigas, pois se viam pouco. Mas no amor... é não era muito diferente, não tinha muita sorte também, havia sofrido de mais por quem não merecia, aprendeu a “pegar sem se apegar”!
Essa sua conduta não era muito bem vista pela sociedade, mas quem se importa com o que a sociedade pensa não consegue viver feliz. Samantha não ligava para o que os outros pensavam, usava as roupas que gostava a maquiagem preta durante o dia, o cabelo vermelho com mexas prata, e se alguém falava algo simplesmente dizia “se não gosta não faça, mas não me julgue, pois sou o que sou não o q pensa!”
Os seus gostos também não eram dos mais comuns. Era considerada “gótica”, tinha uma estranha atração por objetos cortantes. Não tinha medo de operação ou sangue, alias amava ver sangue. Tinha uma ligação mágica com a lua. Estudava a religião Wicca. E amava vampiros, se vestia para ir a festas ou eventos, sabia todas as historias e crenças, tinha fotos d morcegos e vampiros pelo seu quarto, era fascinada por essa vida pós-morte, no mundo das trevas. Odiava sair ao sol, vivia de preto, era chamada de vampira por pessoas que julgam pelo que vem.
As suas amizades... Enfim sua vida não era só tragédia também. Quem a rodeava eram mais que amigos, era a sua família, seu porto seguro, sua casa, seus irmãos. Tinha muita sorte em tê-los a seu lado. Era uma das únicas coisas que ainda faziam brotar o sorriso no rosto de Samantha!
Podemos até contar nos dedos o que realmente fazia ela sorrir, e ser feliz:
- Seus amigos
- Seu gato
- Seus livros (sim! Samantha amava ler)
- Musica (musica acalma qualquer animal não!?!)
- Notas boas na escola
- Roupas novas
- A LUA
- ...
É são as únicas coisas que faziam ela ainda estar viva!
O que Samantha não sabia é que algo estava prestes acontecer... e não sua entrada na faculdade ou mudar de cidade, morar em uma republica... Mas algo muito mais fantástico, misterioso, inacreditável, algo que mudaria sua vida... Ou morte.