domingo, 28 de junho de 2009

Capítulo 9 – Foi tudo ilusão Alan

- Minha maninha, você sabe que eu nunca te deixarei. Calma pequena, não chora, não gosto de te ver assim, você é muito linda, inteligente, carinhosa e caridosa. Não merece sofrer assim.
- Mas Al, por quê? Porque comigo? O que eu fiz? Porque eu tenho que sofrer tanto, o que eu tenho que aprender?
- Quando tudo isso passar você saberá, e agradecerá por essa valiosa lição.
- Quando vai passar? Quando vai acabar?
- Espera se acalma e me conta o que aconteceu, que merda você aprontou?
- Eu não fiz nada, juro, ele não apareceu, não tinha ninguém, fiquei lá, sozinha.
- Ah, para Sáh, meu você sabia que era só um sonho, sabia que poderia não ser real.
- Não Al, você não entende, era real!
- Para de ser boba meu, era ilusão. Sua cabeça juntou o fictício com o verdadeiro, e as suas dores só tornaram seus sonhos reais.
-AL, ME ESCUTA! Era real, você não viu o que eu vi.
- NÃO SÁH, NÃO É REAL. Para de se iludir sozinha, só porque quem você realmente ama não pode ter, alias, não quer arriscar.
- Não é isso Al...
- É SIM SAMANTHA! De boa, eu vou te dar três opções, e nas três você terá que esquecer essa historia de vampiro.
- Não é historia...
- É SIM! Daqui a pouco eu vou começar a pensar como o Pe, que você precisa maneirar nos jogos e nos estudos cobre o oculto.
Samantha abaixa a cabeça para ouvir os conselhos do seu irmão.
- Primeira opção, você esquece os fantasmas do passado e corre atrás do seu coração.
- Você sabe que não é assim tão fácil...
- Estou falando Samantha! Essa é a primeira. A segunda opção é você jogar tudo para o alto, continuar como tava, ficava com quem você queria, você “pegava”, sem compromisso, só por diversão, não sofria, não se iludia...
- E não amava.
Alan só lança um olhar repressor para Samantha, e ela ficou quietinha o deixando acabar de falar.
- Bom a terceira opção é você não sofrer com isso e deixar para mais tarde, se preocupar apenas com seu vestibular, em passar em uma boa faculdade, sem se preocupar com seu coração, sabendo que logo seu príncipe virá.
- Eu não sei mais o que eu quero.
- Então é melhor você se decidir, e parar de se iludir sozinha, você já não é mais uma criança, e eu não vou ficar aqui falando “oh coitadinha dela” quando está errada, seu irmão mais velho também te da bronca.
- É Al, por isso eu te amo, por isso e muito mais, e o que eu falo agora para os dois? Eles vão ficar bravos e não vão me entender como você.
- De boa, eles também são tua família, fala a verdade, podem até ficar um pouco bravos no começo, mas vão te entender.
- Eu os amo de mais, são tudo para mim, minha família, minha vida, quem não me deixa cair.
- Não se esqueça da sua mãe.
- Mãe? Que mãe?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Capítulo 8 – Duvidas e preocupações

Faltou a aula, até sua mãe ficou preocupada, não brigou, deixou-a dormir, descansar, tentar encontrar sua paz.
Seus amigos ficaram preocupados, sentiram sua falta no caminho:
- Eu vou passar lá agora!
- Melhor não Pietro, se ela não veio teve um motivo, ela deve estar dormindo.
- Alan, não fala merda, a Sah nunca faltou sem motivo, faltar para ficar dormindo, Pe está certo, é melhor ele passar lá e ver como ela está.
- NÃO!
- O que você sabe que eu e a Jéh não sabemos Al?
- Err não importa, mas ela ta bem, só está cansada, está dormindo, não vamos atrapalhar, noticia ruim chega rápido Pe, vai dormir, depois pro teu cursinho que depois da aula eu passo lá e te ligo.
- Mas antes de ir darei uma passada lá, afinal é do lado de casa.
- Ah legal, o Pe vai passar antes de ir para o curso, o Al depois da escola, e eu vou trabalhar, não vou ter noticias e vou ficar preocupada, nossa super legais vocês dois.
- Jéh, relaxa, te manteremos informada gata!
- É pequena, vai pro seu trabalho que nós cuidaremos dela, afinal alguém tem q nos sustentar, fala ai maninho.
- Eu não vou falar é nada, depois desse olhar de “eu não sustento vagabundo” da Jéh, e outra, já bateu o sinal, vocês vão chegar atrasados, e vai ser difícil explicar, pois já estão na porta da escola.
- Ta, ta, vamos entrar Al, vocês já me estressaram, já vi que as aulas hoje não vão render, mas enfim...
Se despedem normalmente, Pietro não houve as advertências de Alan e passa na casa da nossa desiludida e eterna amante. Sua mãe abre a porta e diz para Pietro que ela não parece muito bem, que está meio triste, não que sair da cama e que agora esta a repousar.
- Triste? Mas a senhora sabe por quê?
- Eu? Ela não me dá nem bom dia, imagina se vai me contar o que está acontecendo, vivendo ou sentindo?
- É, eu sei que a relação entre vocês não é das melhores, mas às vezes colo de Mao é o único remédio.
- Colo de mãe? – abaixa a cabeça e diz com uma voz triste – não sei nem se ela ainda me considera sua mãe... Volte mais tarde, talvez ela já tenha levantado.
Fecha a porta sem se despedir, mas Pietro vê uma leve lágrima querendo correr por sua face. Volta para sua casa pensando no que pode ter aconteciso com sua irmãzinha, manda uma mensagem no celular do Al dizendo: “vc ta errado, ela ta mal, triste, vo lá antes do curso, e é bm vc me contar o q Sab. Abr maninho.”
- Puta, ela ta mal, aconteceu algo ontem à noite, ou não aconteceu.
- Como assim não aconteceu? O Pe passou lá? Falou com ela?
- Não sei, ele não explicou Jéh, só disse que ela ta triste. Eu irei lá assim que acabar essas malditas aulas.
- E vai me avisar de algum jeito, e fala para ela que assim que eu sair do trabalho passo lá. Agora fala não aconteceu o que?
- É que eu fui lá ontem lembra, e ela me contou uma coisa, que não queria que você soubesse, pois poderia se preocupar.
- Ah ótimo, agora alem de mal por ela estar triste, super preocupada com algo que eu não sei porque iria me preocupar, também estou brava por ela não ter me contado.
- Jéssica, se não quer prestar atenção pelo menos não grite chamando atenção dos outros alunos.
- Háhá, se fudeu, depois te explico, não to afim de ouvir sermão agora. Bom dia vou dormir.
- E eu sempre me fodo né?
- É!
- Há!
- E para de chorar ai. Presta atenção na aula para depois me explicar.
- Vai sonhando.
- Jéssica, terei que falar de novo?
- Desculpa professora.
Alan da uma risadinha típica do CORINGA, e Jéssica com raiva dele só olha de canto de olho, melhor não falar nada. No intervalo Al da um jeito de fugir das perguntas da Jéh, e na hora da saída a mesma coisa. Encontram Pe na porta da escola.
- O que você esta fazendo aqui maninho?
- Ela não me falo nada, apenas me abraço e começou a chorar, disse que não sabia se queria ficar sozinha, ou se já estava cansada de se sentir só.
- Ai que merda, minha amiga mal e minha mãe não para de me liga para ir trabalhar, que saco, de boa acho que nem vou.
- Vai trabalha sim Jéh, a Sah não ta nada bem, e não quer ninguém perto, ela disse algo do tipo “só preciso de um abraço, do abraço”!
- Ela por algum acaso especificou o tipo de abraço Pe?
- Como assim Al?
- Ah nada, é eu vou indo, depois falo com vocês.
- Não, Al, volta aqui, AAAALLLAAAN!
Alan sai correndo para a casa de Sah, sem explicar nada, nem dar tchau, simplesmente sai deixando seus outros dois amigos ainda mais angustiados. Mas sua cabeça esta muito bagunçada também, tem medo de sua maninha ter feito algo que iria ser arrepender, algo sem pensar e sem volta, não poderia deixa-la mais tempo sozinha, e sabia que os outros dois deveriam saber a verdade, por mais absurda que parecesse, eles também eram da família e mereciam saber, as vezes poderiam até ter uma idéia melhor ou um conselho mais cabível a situação que nem um dos dois místicos tenham visto.
Chega na casa dela, nem fala com a mãe, vai direto para o quarto, vê ela sentada, abraçada com seu travesseiro, fazendo carinho em seu gato, ela não consegue pronunciar uma palavra, só consegue olhar Al, que vem, senta na cama ao seu lado e a abraça, com seu carinho fraternal que nunca mais ninguém terá igual.
- O que aconteceu minha pequena?- Al, não sei, não sei nem se quero saber, mas não me larga, não me larga.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Capitulo 7 - À espera da verdade

Chega à margem do lago, olha o sol, já se pôs. Logo Raphael aparecerá. Senta-se a esperar, olha novamente ao horizonte, as horas passam. Ele virá! Sim ele virá. Encosta em uma arvore, ouve somente o barulho das águas calmas a seus pés. Uma leve brisa lhe da um arrepio. Olha para os lados, não tem ninguém. Pega um livro, se põe a ler, ou tenta, não entende uma palavra se quer, seus olhos apenas passeiam pelas frases embaralhadas em sua cabeça. Esta na verdade em outro lugar. Abaixa o livro olha em volta. Onde estará?
Ele disse que viria. Ele não mentiria para ela. Mas cadê? Porque demora tanto?
Sabe que é perigoso uma garota normal, uma simples mortal ficar sozinha essa hora. Ele não é burro, alias é um cavalheiro, não deveria se atrasar.
Ele logo chega. Sim, sim, tinha certeza, sentia em seu coração.
Não! Não sentia mais nada. Seu coração já estava frio, não queria nem mais bater, mas ainda tinha um fio de esperança.
Olha no relógio, folheia o livro, mexe na bolsa, ajeita o cabelo, guarda tudo, da uma volta pelo lago, olha a lua, olha pra baixo, brinca com pedrinhas, pega o celular e olha a hora de novo
“Ele deve estar chegando, ou será que se esqueceu? Não, ele esta vindo.”
Ele não estava vindo. Raphael não apareceu. Samantha esperou horas por aquele que perturbou seus sonhos. Mas era só nos sonhos. Ele não apareceu. Volta para casa, desiludida, cansada e preocupada. Tinha ainda lições que deixou de lado para ir de encontro com sua felicidade. Agora tinha certeza, vestibular, era a única coisa com que devia se preocupar agora.
Sentia-se uma tola “como fui acreditar, vampiros, morcegos falantes, só eu mesma para acreditar, iludida com um sonho, trouxa! ’
Mas ainda olhava para traz. Sua esperança não havia morrido, seu coração dizia que era real. Já estava cansada de ser confundida por ele, não dava mais ouvidos, quem ouve o coração são os poetas apaixonados ou músicos inspirados. Não ela, tinha com o que se preocupar, mais importante que paixões.
Voltou pensando em como falar para Alan que não tinha ninguém, ninguém apareceu, mandou noticias, ou avisou que não vinha. Na verdade não parava de pensar no rosto e na voz do vampiro. Tinha de ser real, ela não estava sonhando.
Oh duvidas que pairam, não somente sobre sua mente, mas mais do que nunca em seu coração. Os batimentos não eram mais compassados como antes, às vezes acelerados, ou não batiam. Só queria chegar em casa, não pensava em escola, ou na mãe, nem nos amigos, não pensava em nada deste mundo. Queria fugir com aquele que poderia lhe dar o abraço da morte. Lagrimas não escorreram pelo seu rosto, como se soubesse que foi tudo um mal entendido, mesmo sem poder esconder a dor que sentia e a magoa deixada, deitou. Adormeceu. Embalada em seus sonhos, confusos, acordava no meio da noite com barulhos, mas era apenas Camil, ouvia vozes, o vizinho brigando ou um bêbado na rua, só pensava em Raphael, tudo o lembrava, mesmo sem saber realmente quem era ele.
Amanheceu não queria sair da cama, nem se deu o trabalho de colocar o despertador. Sabia que seus amigos iriam sentir sua falta, e depois da escola passariam em sua casa, só se preocupou em mandar uma mensagem para Alan dizendo que estava em casa, poupou palavras e explicações, suas forças e vontades haviam sumido, só queria voltar a ver o belo sorriso do seu monstro encantado.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Capítulo 6 – Quem acreditará?

Toca o despertador, Samantha levanta, se arruma, vai para a escola sem olhar na cara de sua mãe. Mas ela não esta normal, seus amigos percebem que ela esta meio pensativa, quieta, o que não era de seu costume.
- S ah, o que você tem? Aconteceu alguma coisa ontem, depois que fui embora de sua casa?
- Ahn? Ah, não Pietro, nada não, não precisa se preocupar não...
- Sah, não minta para nos, te conhecemos e você não ta normal. – afirma Jéh
- Não Jéh relaxa, eu to normal, só pensando em umas coisas, mas nada de mais, não precisa se preocupar.
- Você quieta, pensativa, com esse sorriso de mentira, te conheço a muito tempo para cair nessa. – vez de Alan falar algo.
- Ta bom, ta bom, vocês ganharam. Na verdade estou pensando em um sonho. Isso se foi um sonho, não sei bem o que aconteceu ontem, não sei explicar, deve ser coisa de minha cabeça mesmo, acho que adormeci no quintal e... aahh é besteira, só um sonho .
- Sonho, só um sonho?
- É Pietro, só um sonho, e já bateu o sinal, melhor a gente entrar, melhor não chegarmos atrasados, e você tem cursinho Pi.
Todos se despedem e Sah vai andando na frente, entra na sala e se senta sem falar com ninguém, ela estava longe, somente de corpo presente.
- Sah, bateu o sinal, intervalo agora.
- Alan, falou comigo? Desculpa estava pensando em outra coisa.
- Você esta o dia inteiro pensando em outra coisa. E quando você vai falar o que é.
- Não sei Jéh, é difícil contar o que nem você sabe se é real.
- Como assim Samantha, para e explica. – continua Jéh.
- Estou com uma fome, vocês não?
- Ela esta muito estranha Alan...
- NAAOOO, e você descobriu isso sozinha ou ela deu umas dicas como não falar conosco, não prestar atenção nas aulas, estar pensativa, não nos esperar e cantarolar olhando para o nada?
- ALAN, você me entendeu, foi só um comentário, estou preocupada.
- Não se preocupe Jéh depois da aula eu vou pra casa dela e falo com ela a sós e arranco tudo daquela cabecinha. Deixe comigo, depois te conto tudo.
E as três últimas aulas seguem do mesmo modo, Samantha no mundo da lua, Jeh preocupada e Alan pensando em como abordar a nossa sonhadora.
Bate o sinal, Jéh sai correndo pois tem q trabalhar, e Alan abraça Sah...
- Fala meu panda...
- Acho que agora é uma boa hora para perguntar novamente e você me responde sinceramente.
- Pergunta sobre?
- Não se faça de sonsa Sah, você sabe muito bem, você esta estranha, pensativa, não conversa com a gente, o q houve?
- Ai ta bom, eu te conto... Ontem, não sei se sonhei se aconteceu, mas como eu queria que fosse real, um vampiro, o Raphael...
- PARA TUDO. Um o que?
- Falei que ninguém ia acreditar...
- Eu não disse que não acredito, mas um vampiro, muito estranho não?
- Eu disse que não sei se é real, se é um sonho, uma fuga desse mundo, mas sei lá Alan, fui tudo tão bom, tão real, tão perfeito!
- Assim você me deixa preocupado... Acho que ainda sei o telefone daquele hospício!
-ALAN!
-Brincadeirinha, brincadeirinha, minha pequena vem aqui, conta mais sobre esse Raphael.
- Então, ele é lindo, ele é educado, ele é romântico, ele é sincero...
-Ai não fala mais que eu me apaixono!
-*risos* Só você mesmo para me fazer rir. Pelo que eu entendi vamos nos encontrar hoje de novo, eu estou muito ansiosa.
- E vai se encontrar onde?
- No parque, as... Espera você não vai lá me vigiar, e nem mandar ninguém, não quero que ninguém saiba, a Jéh vai ficar preocupada de “quem é esse Raphael?” e o Pietro “affe você esta ficando louca, um vampiro, só pode ser sonho, para com esses seus joguinhos, já esta te afetando.”
- Tá bom, eu te entendo, não vou contar a ninguém.
- E também não vai lá me espionar!
- Você também não me deixa fazer nada, sem graça.
A caminho de casa ela explica toda a historia para ele, detalhes, palavras, suspiros, pensamentos, tudo o que sentiu na hora. Ele para, e faz uma cara de pensativo, tentando achar palavras para explicar, ou melhor, para entender realmente o que havia acabado de ouvir.
- É uma historia no mínimo muito interessante, mas estranha, sinceramente minha pequena é muito difícil de acreditar.
-Eu sei Alan, eu sei, nem eu mesma acredito ainda, mas meu coração diz que é verdade, e que eu devo ir até o lago, sabe tipo quando você não sabe como, mas você sabe.
- Entendo bom meu bebe, se seu coração diz, ouça-o, vá de encontro com seu destino, mas saiba que eu estarei por perto.
- Você sempre esta perto de mim meu pandinha mais lindinho.
- Não fode minha pequena, pandinha lindinho já é mais que exagero.
- Eu sei, foi só para descontar o hospício.
- Ta bom ta bom, esta desculpada.
-Ah, eu desculpada, ta se achando só porque é maior que eu.
- E quem não é maior que você?
- A Jéh!
- Ela tem a sua altura.
- Não quando eu ponho salto.
- É ai não. Bom eu já vou para a minha casa, se precisar me liga, vai até o lago sim, fica sossegada que não contarei a ninguém, mas tome cuidado!
- Pode deixar maninho, eu vou tomar cuidado, mas de verdade, mesmo sendo tudo um sonho, e eu acorde, foi bom viver esse conto de fadas.
- É!
Despedem-se como de costume, ela entra em casa, vai direto para seu quarto escolher sua melhor roupa, um vestido com meia-arrastão, um sobretudo comprido, bota estilo coturno, luvas e muito lápis preto. Fica horas se arrumando, muda uma coisa aqui, tira o lápis dali troca três vezes de vestido. Esquece suas responsabilidades como arrumar seu quarto, lavar a louça, fazer suas lições. Perde totalmente a noção de hora pensando no seu sonho real. Olha para o horizonte e vê o sol se pondo, já esta atrasada, pega sua bolsa com celular documento e algum dinheiro e sai correndo, somente com um aviso de que não sabe que horas volta.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Capitulo 5 – Não entendia mais nada

- Oh, ah, me perdoe – falava com voz tremula, e cambaleando, com a patinha na cabeça – eu não queria assustá-la, foi sem querer mesmo. Acabei me desconcentrando com sua beleza e... Porque foges de mim?
- Você ser um morcego falante, isso já é bem assustador.
- Um morcego? Não entendo do que esta falan... – olhou para baixo se analisando e continua meio encabulado – oh não, mais um erro, acho que comecei com o pé esquerdo, nunca que a conquistarei assim... hãn talvez assim melhore?
E aquele pequeno e desajeitado morcego se transforma em um homem, não um homem comum, mas um belo e jovem vampiro. Tinha os olhos negros como as terras de onde havia vindo, mas era um olhar infantil cheio de sonhos. Cabelos pretos assim como seus olhos, mas a pele era mais branca que a lua em seus dias de gloria. Alto com seus 1,87, apenas 19 anos mortais. Não era magro, não era gordo, tinha o porte de quem se exercitava e tinha hábitos saudáveis. Sua voz era mansa como uma ovelhinha que havia acabado de nascer. Seu sorriso era encantador, como de galã de novela, aquele sorriso malicioso e inocente ao mesmo tempo. Prata e preto eram as cores de suas vestes. Cintos e fivelas não eram mais apenas um acessório. Mas o que mais chamou atenção nele não foi os seus caninos, que para vampiros eram de tamanho normal, mas seu jeito de falar, muito mais educado do que os adolescentes dos tempos de hoje, mais formal e delicado. Aproximou-se dela com cautela e dando um beijo em sua mão continuou...
- Tão bela quanto à lua beijando o mar, Samantha, meu nome é Raphael...
- COMO VOCÊ SABE MEU NOME?!?!
Samantha em um grito assustado interrompeu Raphael, e este com um sorriso ironicamente apaixonado respondeu:
- Venho lhe observando há muito tempo e sei muito sobre você, mesmo sem nunca ter lhe tido, tenho um sentimento muito forte por ti, e depois dessa sua briga com sua mãe, achei que já era hora de aparecer e te ajudar de corpo presente.
- Espera, vem me vigiando há tempos?- Vigiando não, observando.
- Não sou um animal para ser estudada!
- Essa é uma de suas características que eu mais admiro, supera o medo e briga com vontade, defende o que acha certo, não abaixa a cabeça para ninguém, muito menos para o desconhecido.
- Não mude de assunto... Raphael?- Isso mesmo, Raphael, a seu dispor...
- SAMANTHA, amanha você tem aula, entre agora e vá dormir! A senhorita sabe que eu não vou ficar tirando ninguém da cama! – sua mãe grita lá de dentro.
- Que raiva, quem ouve pensa que ela quem me tira da cama, nunca precisei dela pra nada, sempre fui responsável, e minhas notas nunca foram abaixo de sete, não sei por que ela me inferniza tanto! Eu tenho realmente que entrar e...
Havia sumido!
Sem entender nada, vai para sua cama depois de mais alguns gritos de boa noite com sua mãe, mas não consegue dormir. Estava perdida em seus pensamentos, e naquele belo vampiro, homem, sonho, ilusão. Não sabia o que tinha acontecido. Seria apenas um sonho? Teria adormecido em baixo da arvore e somente acordara com os gritos de sua mãe? Mas que raiva de sua mãe, ele era tão lindo, tão perfeito, tão... Vampiro. Mas era apenas um sonho, somente ilusão, sim ilusão... Raphael...
- Amanhã, assim que o sol se por, no parque perto do lago, te encontrarei lá Samantha.
- Amanhã Raphael, sim, amanhã...